Huawei quer desenvolver o primeiro assistente digital com emoções

A gigante da tecnologia Huawei quer desenvolver o primeiro assistente digital que evoque um vínculo emocional com o usuário para oferecer uma experiência mais pessoal.

“Queremos introduzir interações emocionais”, disse Felix Zhang, vice-presidente de engenharia de software da Huawei, em entrevista à CNBC. “Acreditamos que, no futuro, todos os nossos usuários finais vão buscar interagir com o sistema com mais paixão e sentimento.”

Se o filme ‘Her’ vier à mente ao ouvir sobre os planos da Huawei, os executivos disseram que foram inspirados pelo filme. O protagonista em Her (Joaquin Phoenix) se apaixona por seu assistente digital que se adapta às suas necessidades emocionais.

As interações de hoje com assistentes digitais como a Siri são experiências rápidas e até eficientes, mas sem emoção e com scripts, ressaltou Zhang. A Huawei quer que seu futuro assistente seja capaz de continuar uma conversa por mais tempo para uma discussão mais natural e pessoal, não apenas como um assistente, mas sim um amigo, tentando evitar que as pessoas mais introvertidas e isoladas não se sintam totalmente sozinhas.

“O novo assistente digital da Huawei, alimentado por inteligência artificial, tentará continuar as interações o máximo possível para que o usuário não sinta que está sozinho”, disse James Lu, diretor de IA do grupo de negócios de consumo da Huawei, nos Estados Unidos.

A prioridade da empresa continua a ser tentar melhorar a inteligência de seu assistente para garantir que ele possa executar tarefas sem que um usuário precise tocar em seus dispositivos em muitos casos. (Uma IA que lê nossa mente?)

“O primeiro passo é dar ao seu assistente um QI alto, e então você deve dar a ele uma alta porcentagem de emoções no QE”, continua Lu. A maior dificuldade de se ter um ser com um QI muito alto e emocional, é porque mesmo quando se busca isso na história humana, é difícil de se encontrar. Afinal, os homens mais inteligentes da história eram “lobos solitários”.

Priorizar a inteligência faz sentido, ninguém quer um assistente falador – digital ou não – que, no final das contas, não pode fazer seu trabalho, mas ainda sim, a busca por um ser emocional é necessária também. Será que a Huawei vai conseguir balancear emoção e inteligencia? Deixe sua opinião nos comentários.

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